Deputado do PSD interpela Ministro da Saúde pelos atrasos na colocação de médicos no Sardoal, Abrantes, Tomar, Torres Novas e Ourém

21/06/2017

Ministro confessa atraso e promete resolver de imediato, mas não se compromete em garantir a viabilidade de serviços ou maternidade colocados em causa pelos cortes de 35% dos tarefeiros.

Duarte Marques na Comissão de Saúde

Vídeo com as questões colocadas pelo Deputado do PSD Vídeo com as respostas do Ministro da Saúde 

 

Na audição que decorreu hoje na Comissão de Saúde da Assembleia da República, o Deputado do PSD Duarte Marques, em nome dos eleitos pelo distrito de Santarém questionou o Ministro da Saúde pelo atraso na autorização para a celebração de contractos entre o ACES Médio Tejo e os médicos do programa “Bata branca”, bem como com médicos reformados, para desempenhar funções no concelho do Sardoal. Adalberto Campos Fernandes reconheceu o atraso que vem já do final de 2016, mas comprometeu-se a despachar esses assuntos de imediato.

 

O PSD sabe que estes contractos aguardam a autorização do Ministro das Finanças e do Ministro da Saúde desde 2016, estando os profissionais identificados e disponíveis para iniciar funções desde aí. O adiamento da sua entrava ao serviço deve-se exclusivamente ao governo pois quer o ACES Médio Tejo, quer as autarquias e os médicos em causam trataram de tudo com brevidade.

 

O Deputado do PSD confrontou também o Ministro com o atraso no concurso anual de médicos de saúde geral e familiar, que normalmente já está aberto nesta altura do ano, para entrarem ao serviço em agosto. Concelhos como Abrantes, Torres Novas, Ourém e Tomar dependem deste concurso para terem novos médicos e este atraso por parte do Ministério coloca em causa a situação destes concelhos. O Ministro da Saúde reconheceu o atraso de 15 dias, mas comprometeu-se com a colocação destes médicos entre o final de agosto e o início de setembro.

 

Duarte Marques questionou ainda o Ministro da Saúde se conseguia garantir que os cortes de 35% nos tarefeiros dos hospitais não colocariam em causa a viabilidade da maternidade de Abrantes ou dos diversos serviços do Centro Hospitalar do Médio Tejo que foram abertos.

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